Drama

Published on agosto 26th, 2014 | by Fernanda Correia

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True Blood: Um balanço final

Quando o final traz um sentimento de alívio

True Blood terminou no último domingo, com a gente acompanhando ao vivo como você confere aqui.

Quando uma série chega ao fim existem dois tipos de sentimentos: o vazio deixado com gosto de quero mais e o alívio de ter espaço livre na agenda pra outra série. Infelizmente True Blood fica no segundo grupo para mim.

Vou aproveitar a vitória esmagadora de Breaking Bad no Emmy para fazer um paralelo. Quando a história de Walter White terminou foi um sentimento de depressão que tomou todo mundo que acompanhou a história. Ficou aquela vontade de ver mais e mais e mais.

Eu, particularmente, prefiro que uma série acabe assim, deixando a gente especulando e querendo pelo menos mais um episodiozinho, libera aí por favor. Uma montanha russa que só sobe, como diria Augustus Waters (Okay?).

true blood sookie

As artes promocionais nunca decepcionaram

True Blood era uma série ótima. Uma das razões de eu gostar, e muito, da série era que ela tirava toda a enrolação dos livros. Eu tentei bravamente ler os livros. Fui vencida em Olhos de Pantera, que eu sequer cheguei a terminar. São arrastados, parados e a Sookie consegue ser mais sonsa do que na série.

Mas desde antes de começar aquela papo de Lilith a série começou a se perder. Criaturas místicas demais com propósito de menos, ou pelo menos com o único propósito de se apaixonarem pela Sookie.

As muitas tramas paralelas também começaram a ficar repetitivas. E quando você acha que estava resolvido, lá vinha tudo outra vez: Lafayette, Sam, Tara e até mesmo Jason.

Eu quase abandonei a quinta temporada. Alan Ball, o produtor, já tinha deixado a série de lado e ela parecia um carro sem governo. Aquele papo de divindade vampira era muito viajado. Talvez se aquela ideia tivesse se apresentado desde o começo, mas soou mais como uma desculpa aleatória para justificar a bizarrice da temporada.

Eu fui colocar outras séries em dia durante a sexta temporada. Tinha quase desistido de True Blood quando anunciaram que a sétima seria a última. Então lá fui eu ver tudo correndo porque queria ver o final. E surpresa: foi boa! Muitas soluções, eliminação de alguns personagens desnecessários e algumas pontas para o fim na temporada seguinte.

true blood eric

Eric compartilhou da nova animação: fazia cada cena como se tivesse fazendo um favor

Então veio a temporada final e haja paciência. Tudo foi segurado e arrastado para se resolver no ~imperdível~ último capítulo. A doença do Bill que evoluía numa velocidade absurda foi a doença terminal mais lenta da história das séries.

Novela das oito define o que aconteceu com o elenco. Quem você nem lembrava mais que tinha sumido da série voltou para um desfecho que você sequer se importava. Eu nem lembrava que a mãe do Hoyt ainda tava viva, mas ela vai e morre só pro cara voltar e ter a namorada roubada pelo melhor amigo mais uma fucking vez.

Casamento. Gravidez. Elenco reunido no final. Passagem de tempo. Personagem novo só pra alguém não terminar sozinho. Plano sequência do Leblon, não pera, isso não teve. Eu estava esperando aparecer o nome do Manoel Carlos nos créditos do episódio ou ver a Susana Vieira comendo com a Sookie no final.



 

E tudo, TUDO, TU-DO, aconteceu nos últimos 10 minutos de episódio. Ficamos numa enrolação eterna de Sookie atende o pedido do Bill ou não durante a maior parte do episódio. Só pra ela matar, chafurdar no sangue e fazer o enterro na unha e ter o resto da trama contando em fast foward.

A série que eu assistia nas primeiras temporadas não merecia esse final. A série que sobrou depois da quarta teve um final mais que merecido porque ninguém aguentava mais. E disseram no twitter que o final foi melhor do que o do livro e eu agradeci por ter desistido. De saudade, apenas a abertura que sempre foi maravilhosa.

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About the Author

Tem mais séries e livros para ver e ler do que tempo hábil. Sonha em encontrar o Doctor só para usar a Tardis e zerar a sua pilha. Encontrou o sentindo da vida quando assinou o Netflix.



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