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Published on novembro 6th, 2014 | by Will

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The L Word

Destrinchamos todo o drama da série

“The L Word” é uma série complicada. Já tinha tentado assistir uma vez e desisti. Anos se passaram e eu fui aproveitando essas promoções na internet para ir adquirindo cada uma das temporadas. Até o dia que eu não podia gastar mais dinheiro. Eu precisava terminar “The L Word” pra poder comprar coisas novas e assim começou essa mais recente penitência na minha vida.

Penitência porque “The L Word” é chata. Ela tem alguns méritos como o de retratar um grupo de lésbicas e abordar os temas de interesse dessa comunidade sem tabus. Mas também é muito criticada porque apesar da diversidade de personagens retratadas, no fundo é tudo sobre um grupo de lésbicas bem sucedidas e ricas de Los Angeles. Apesar da diversidade, falta diversidade.

Particularmente eu não tenho nada com isso. Meu abuso é que a série é muito dramática. MUITO. Num nível de querer desligar a televisão, dar na cara dessas fias, parar de assistir a série. Eu passei por esse dilema mais de uma vez. Só não desisti de “The L Word” porque eu ainda preciso economizar, porque apesar dos pesares consegui gostar da série e até aprendi algumas coisas com ela.

A seguir um resumo e uma seleção do melhor e do pior de cada temporada de The L Word. Divido em 3 páginas pra não ficar muito cansativo. E ah. Contém spoilers.

1ª temporada

Ok. Tudo começa pelo começo. Somos apresentados às personagens principais, suas personalidades e seus dramas. Jenny se muda para Los Angeles com seu namorado Tim e descobre que as vizinhas do lado são lésbicas. O casal, formado por Bette e Tina faz parte de um grupinho que inclui a tenista Dana, a cabeleireira Shane e a jornalista Alice.

Alice e Bette; o drama todo começa numa festa

Numa festa Jenny é seduzida e acaba tendo um caso com Marina, uma mulher mais velha e dona do The Planet, um bar/café/restaurante/balada, que serve como ponto de encontro dessa turminha do barulho. Essa primeira temporada até que é legal. Há capítulos que discutem preconceito e falam sobre estereótipos de um jeito legal. Mas aqui também começa todo o drama da série.

Jenny vive primeiro uma bissexualidade para depois se aceitar lésbica. O marido dela sofre. O casamento entre Bette e Tina não anda tão bem e mesmo assim elas sonham em engravidar. Rola traição e tudo o mais.

2ª temporada

Jenny e seu drama são chatos pra caralho, mas é o que norteia um pouco a série. Apesar de que o tema é importante, porque discute abuso sexual e tudo mais. Bette e Tina continua uma chateação só. Elas voltam, terminam, engravidam e conhecem outra.

A série tenta mostrar um pouco a cultura drag king, que deve ser um pouco mais forte nos Estados Unidos do que aqui, que chega a ser quase inexistente. Só que o romance é com Kit, irmã da Bette, que é hetero. Então o caso dá ruim.

“The L Word” força no drama e parece que as roteiristas não sabem o que querem abordar. Elas levam Shane, apenas a personagem mais legal, pra se confessar numa igreja. Olha. Socorro.

Ah sim, rola um lance legal e tenso e filha da puta com uns boys filmando a intimidade de Jenny e Shane que passam a dividir o teto.

Jenny e Shane são filmadas

3ª temporada

Nessa temporada a Dana morre. E acredite, isso não é ruim. Apesar de todo o drama envolvido no histórico da doença e tudo mais. Helena que surgiu na outra temporada, filha de uma socialite que financia uma exposição da Bette, ganha mais destaque na série e fica mais legal. Antes ela era meio chata e meio meh, tanto que nem valeu a citação no tópico da segunda temporada.

Bye bye Dana!

O pior da temporada e que me deu muitos engulhos foi Shane namorando. Apenas a personagem que “don’t do relationships” admite e até tenta encarar um namoro com a DJ Carmen. Olha, é puxado. E isso dá errado de vários jeitos. Tem um capítulo que elas passam brigadas porque a Carmen teve um pesadelo em que Shane virava um pássaro e a abandonava. Mulheres. Lésbicas. Vai entender.

O legal da temporada é que Max, um homem trans, entra na série. Melhor drama. Melhor personagem até aqui.

Pelo menos nessa temporada entra o Max

 

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Tem mais livros que amigos, mas tem os melhores amigos do mundo e troca qualquer série para estar com eles sempre que possível



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