Séries

Published on março 4th, 2015 | by Fernanda Correia

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Sissy that walk e vamos assistir RuPaul’s Drag Race!

Voltou finalmente o melhor reality show da história da tv!

Olha, se você nunca viu, não sabe do que eu to falando, vai lá e abre seu Netflix e assiste as 6 temporadas. Depois corre pra acompanhar a sétima que acabou de começar.

As meninas do Lugar de Mulher, a Polly se não me engano, listaram um tempo atrás as razões pra assistir ao programa. Provavelmente eu vou repetir alguns, mas fica como fica do quanto é incrível.

Primeiro de tudo: RuPaul. A drag mais famosa dos EUA, quiçá do mundo. Ele é o apresentador, o jurado, o chefe da porra toda, ele é Mama Ru! Sério gente, não tem como não amar a simpatia, a elegância, as puxadas de orelha que ele dá nas queens novinhas (e nas mais velhas também) e ele sabe movimentar o programa. Além disso, morro de inveja dos looks e da capacidade de andar em um salto alto. Você é mesmo uma inspiração!

Tem briga, tem babado, tem intriga, tem grupinho, ou seja, tudo que a gente ama em reality show. Tem queen que acha que já é uma superestrela, tem aquela que arruma briga por causa de diva pop (aloooow Tyra Sanchez, the Other Tyra), briga que vem de antes do programa, briga que surge no meio, enfim. Mas também tem companheirismo e tem drag defendendo a outra, sabendo que faz parte, sabendo que é do jogo, sabendo que o que importa mesmo é que aquela pessoa hoje te xinga, amanhã empresta o rímel que você esqueceu.

E tem empoderamento. RuPaul encerra todo episódio com a maravilhosa frase que eu to levando pra vida: “of you can’t love yourself, how in the hell you gonna love somebody else?” (Se você não se ama, como ca***** você vai amar outra pessoa?). E isso é lindo, isso é você se aceitar como você é, só querer o melhor pra si mesmo, sem egoísmo, só amor mesmo. Muito importante também: bom humor. Não importa a adversidade, bota um sorriso no rosto e ria de quem está rindo de você. Repita o mantra (maravilhoso) de Bianca Del Rio: NOT TODAY, SATAN! NOT TODAY! (Hoje não, Satã! Hoje não!)

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Como não amar?

Se você tem algum tipo de preconceito por serem drags, sugiro um exercício de empatia (que vale pra vida). Tire todas as variáveis da situação: cor, raça, origem, sexo, orientação sexual, etc. Foca apenas que é um ser humano, te contando uma história. Duvido você não se emocionar com as histórias de vida dessas pessoas. E elas podem ser desde a estar em um país estrangeiro, ter passado algum tempo na prisão e dado a volta por cima, não falar com os pais, ter perdido um grande amor, estar vivendo uma grande transformação, os tipos de histórias são muitos, nem sempre relacionados com o fato de eles fazerem drag. Uma das histórias mais legais é a da Latrice (Laaaaaaaaatriiiiiiice RO-YA-LE), a aparência dele nem dá pra levar em conta quando você escuta sobre os tempos da prisão.

Por fim, o show tem a melhor eliminação. Os dois piores da semana ficam na berlinda e nada de votação do público. Tem que dublar pela permanência no programa, é o “lipsync for your life”. E aqui vale tudo: tirar a roupa, abrir espacate, fazer twerk, pular nos jurados, se desmontar, enfim, fazer o que for possível pra ficar no programa.

Então, shantay you stay e vamos curtir mais uma temporada de RuPaul’s Drag Race.

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About the Author

Tem mais séries e livros para ver e ler do que tempo hábil. Sonha em encontrar o Doctor só para usar a Tardis e zerar a sua pilha. Encontrou o sentindo da vida quando assinou o Netflix. 80% dos seus posts são pistola.



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