Livros

Published on dezembro 1st, 2014 | by Raira

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Quem é você, Alasca?

urlComo saímos deste labirinto de sofrimento?

Diria que só essa pergunta já valeu ter lido o livro. Mas tem mais, muito mais.

Já li todos (acho) os livros do John Green e esse com certeza é o melhor, o top, insuperável. Porque é bom. Porque apesar de ter adolescentes como personagens principais, ele não é condescendente nem água com açúcar.

O narrador é o que talvez seja considerado o personagem principal, apesar de ter ainda outros dois (talvez três) que são tão importantes quanto pra história. Mas Miles Halter é um menino da Flórida, tímido, que passa a maior parte do seu tempo lendo biografias e decorando as últimas palavras de personalidades importantes.

Sim, parece estranho. Mas, como bem colocou o Will, todos os personagens desse autor tem/gosta de algo incomum.

Morando na Flórida desde sempre, ele não tem muitos amigos, talvez nenhum. E inspirado nas últimas palavras de François Rabelais, poeta francês, “saio em busca de um Grande Talvez”, decide ir estudar em um colégio interno no Alabama, Culver Creek, que seu pai frequentou. Nas palavras dele, não iria esperar até a morte para encontrar o Grande Talvez.

No colégio ele, já nos primeiros momentos, fica amigo de seu colega de quarto, Chip (o Coronel) e logo é introduzido ao círculo social dele que consiste em Takumi e Alasca. A menina, que dá nome ao livro (como acho que já tínhamos percebido), é muito bonita, inteligente, perspicaz, e ele logo acaba se apaixonando por ela, que tem um namorado de fora da escola, Jake.

E é exatamente a misteriosa Alasca que, ao saber que Miles (o Gordo) coleciona últimas palavras, o apresenta à grande questão “Como sairei deste labirinto?”, frase creditada a Símon Bolívar em seus últimos momentos. Um pouco mais à frente ela tem uma epifania, e a pergunta acaba se transformando naquela do primeiro parágrafo. O sofrimento, o grande e difícil labirinto em que todos nos encontramos vez ou outra. Ou sempre.

O livro é dividido em duas partes: antes e depois. E a gente só entende o porquê na última página do antes. E é muito maravilhoso, porque realmente o rumo que a história toma não é esperado. Sei lá, a gente espera coisas boas, mas não a maravilhosidade que é, principalmente, a segunda parte do livro.

Ao nos conduzir pelas primeiras descobertas de Miles, sempre (ou quase sempre) com a Alasca envolvida, o texto é carregado de sentimentos e de emoções. Só os diálogos deles dois, ou mesmo do Coronel com ele, são cheios de significados e coisas pra vida.

Pra mim existem duas formas de ler um livro: apenas como uma história ou como uma fonte de novas descobertas sobre o mundo e sobre nós. Eu sempre leio com o segundo olhar. Por isso, o tanto que significou pra mim essa história nesse momento, é quase inexplicável e eu já quero lê-lo de novo.

Não tenho como falar mais nada sem dar spoilers, mas só posso dizer que com certeza esse é um dos livros da minha vida. Eu não achei a resposta ainda, mas como disse o Miles: “O labirinto é uma droga, mas eu o escolho.”

 

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About the Author

Apaixonada por séries e livros, tem como objetivo de vida ser tão incrível quanto a Liz Lemon e ser amiga das Kardashian. Só sonha baixo e com coisas realmente possíveis



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