Terror

Published on agosto 25th, 2014 | by Fernanda Correia

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O vampirismo gore de The Strain

Os vampiros voltaram a ocupar o mundo dos pesadelos

Há quatro anos atrás , mais ou menos, lembro de usar o seguinte comentário para definir “Noturno”, livro de terror de Guillermo del Toro e Chuck Hogan: “parece roteiro de série. Inclusive o primeiro capítulo poderia ter sido tirado do piloto de Fringe, é idêntico”.

Se eu tivesse anotado isso não faria a menor diferença teria acertado em cheio a série “The Strain”.

strain sam

Fiz merda, senhor Frodo!

Pra começar que é a adaptação para a televisão da Trilogia da Escuridão, os três livros da dupla. E estamos, até agora, nos seis primeiros episódios (sete, mas eu ainda não tive tempo de ~alugar~ o episódio).

Antes de mais nada vamos lembrar que eu li os livros tem tempo. Gostei do primeiro, achei o terceiro maravilhoso e o final, bem, meh. Apesar da resolução with some balls, Eph vai fazendo tanta cagada pelo caminho que me irritou em quantidades absurdas, mas a gente chega lá.

A série so far

Resumindo rapidamente a história: um avião pousa no JFK em Nova York e não há resposta dele. Aparentemente todos estão mortos, mas não há sinais de violência ou de atos terroristas. A equipe de infectologia do governo é chamada para verificar a situação e acaba descobrindo quatro passageiros vivos e que não sabem dizer o que aconteceu. Um senhor aparece no aeroporto dizendo que os corpos e os sobreviventes devem ser destruídos.

Um vampiro foi levado aos Estados Unidos e o avião foi a forma que ele utilizou para cruzar o oceano e aproveitar a viagem espalhando o vírus. Um latino malandro que vive entre a criminalidade e a honestidade e um caçador de pragas também aparecem para lá na frente a história deles e dos protagonistas se reunirem.

strain setrakian

Em caso de apocalipse ouça o velho excêntrico

Os episódios tem sido bastante fiéis ao livro, ou pelo menos ao pouco que eu me lembro (a hacker contratada para derrubar a internet eu não lembro, mas não é lá muito relevante – a personagem, a queda da internet é). Com algumas vantagens, como encurtar, ou dosar melhor, a quantidade de flashbacks do Setrakian (o velho) que serve para entendermos a praga dos vampiros.

Vampiros aliás que estão tão nojentos quanto o descrito nos livros. Primeiro que a praga se espalha por vermes que vivem no sangue branco dos vampiros e são os responsáveis por mudar a genética dos humanos e a aproximarem dos morcegos. Não existem presas, eles se alimentam por ferrões que são forçados pela mandíbula e capturam a presa e sugam o sangue – e de quebra deixa os vermes na vítima. É nojento num tanto.

(Alguns) Personagens

O protagonista é Eph. Um epidemiologista que está enfrentando um divórcio, tenta manter contanto com o filho adolescente, lida com a ex-mulher e o novo namorado (que a gente odeia os dois de cara e, trust me, vai odiar mais porque essa doida vai esmerdalhar tudo), além de manter um romance com a colega de trabalho nas horas vagas. Não sei se é o fato de eu saber o que vai rolar, mas ele consegue me irritar profundamente, o que faz dele extremamente fiel ao livro.

Setrakian, que os fãs de Harry Potter vão reconhecer, também está ótimo como o velho excêntrico e mau humorado que caça vampiros quando não está discutindo com a galera que vai na loja de penhores. Pouco se sabe do passado dele. Apenas um flashback até agora, mas como ele tem uma lição ou duas para ensinar no episódio 7, pode apostar que vem mais por aí.

Gus, o latino malandrilson. Tá ótimo. Impossível não se identificar com ele e a relação dele com a mãe, se seguir o livro, vai ficar ainda mais fofa. Por enquanto ele ainda está meio jogado na história, mas a trama dele tem sido bastante fiel. E ele é irônico. O tipo de cara que você quer pra aliviar a pressão do fim do mundo.

strain vasily

Amor define <3

Vasily <3. Dãh, meio óbvio que meu coração dele. O cara mais sensato nessa bagunça toda. Ele é um gênio que resolveu largar tudo para exterminar pragas em Nova York e consegue incomodar com a simples presença (e com o rato morto que ele sacode na sua cara). É o personagem que mais evolui no livro e se torna impossível de não gostar. Plus para o sotaque do leste europeu que é um charme.

Os infectados. Até agora o piloto e o pai de família foram os que seguiram o livro. Aliás o pai de família foi fiel e maravilhoso. A cena da barraca de ferramentas ficou perfeita. A advogada, a essa altura do livro, já tinha tacado o terror em casa e o ~astro do rock~ já tinha pirado e a gente sabia porque ele era diferente.

A segunda temporada já está garantida e se manter o ritmo tem material de sobra nos livros para mais umas três. Para quem leu os livros é legal ver as páginas virando reais, mas não demora muito ficar tedioso seguir absolutamente tudo que está no livro.

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About the Author

Tem mais séries e livros para ver e ler do que tempo hábil. Sonha em encontrar o Doctor só para usar a Tardis e zerar a sua pilha. Encontrou o sentindo da vida quando assinou o Netflix.



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