Posted on: 27 de janeiro de 2014 Posted by: Raira Comments: 0

Capa175Esse livro, como a grande maioria, eu e o Will lemos, mas como raramente acontece, ele não gostou e eu sim. Por isso, resolvemos fazer diferente e publicar as duas opiniões no mesmo post, porque somos democráticos. Segue primeiro a versão “gostei” (Raíra) e logo abaixo a “não gostei” (Will).

Gostei

John Green, como acontece com muitos autores, já tinha publicado vários livros, mas nunca tinha alcançado a lista de best-sellers até aparecer “A Culpa é das Estrelas” e torná-lo mega famoso e procurado em todas as livrarias. Daí que quem lê um, como foi o meu caso, quer ler todos e eu comprei “O Teorema Katherine” porque achei a sinopse interessante.

A história é bem teen e tem como protagonista um garoto chamado Colin, que possui um QI altíssimo e é considerado um gênio, por ele mesmo e pelos outros. Eu imagino que ser muito inteligente não deve ser tão fácil quanto parece, porque afinal, ser diferente sempre traz alguma consequência. O fato é que o Colin reconhece essa genialidade de uma forma muito peculiar (alguns dirão arrogante); além disso, todas as meninas com quem ele se envolveu romanticamente se chamam Katherine (é importante ressaltar que apesar de ser difícil, não é impossível, já que esse é um nome muito comum; é como se fossem as nossas Fernandas ou Carolinas), e ele passa o livro inteiro tentando bolar uma fórmula que explique como se dão esses relacionamentos e porque acabam. Ele tem um melhor amigo que é uma figura à parte, meio bobo às vezes, mas que é o grande parceiro dele nessa empreitada.

Não foi o melhor livro que eu li na vida, mas tem algumas tiradas boas. Muitas notas de rodapé ótimas, e um senso de humor meio Sheldon Cooper, o que muito me agrada. Vale a pena ler pra conhecer mais do autor e porque o protagonista é alguém diferente, que se destaca da maioria e nem por isso sua vida é mais fácil, o que acontece com muitos de nós; ser diferente é um fardo que pende para o bem ou para o mal, dependendo do momento em que estamos; além de mostrar a amizade dos dois meninos, que é bem bonita.

Não gostei

Tinha tudo pra ser um livro legal. Mentira. Não tinha. A premissa é chata. Pra caralho. E inverossímil. O cara só se apaixona por Katherines. Todas as namoradas ou ficantes ou mulheres ou quase isso que já passaram pela vida dele se chamam Katherine. É há 19 delas. Francamente. Quais as chances? Nenhuma. É tão ruim que não serve nem como metáfora.

É como se alguém se apaixonasse só por João. E passasse a vida pegando Joões por aí. Tipo numa balada. Qual seu nome? Flavio. Desculpe você não serve. Às favas. O protagonista é tão chato que o seu melhor amigo, que é chato é mais legal que ele. E ele passa o livro tentando achar uma formula matemática que justifique essa pau-no-cuzice dele.

O livro tem notas de rodapé que às vezes são melhores que a história em si. E olha que notas de rodapé em livros de ficção são weeeirds. Em todo caso, tem algumas referências legais a alguns filmes em algumas partes. Tirando isso o clímax do livro é uma caçada a um javali (que depois descobrimos que é pra evocar Shakespeare) só que isso nem é legal sabe?

E a gente nem curte esse lance de andar armado e de caçar javalis (ou qualquer outro bicho).  Além disso, o final é óbvio. Extremamente óbvio.

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