Livro

Published on agosto 23rd, 2016 | by Fernanda Correia

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O Orfanato da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares

Repita o título desse livro 3 vezes sem pausar

Uma das boas heranças de Harry Potter é a literatura infanto-juvenil ter ganhado mais destaque, o que acabou criando mais leitores também. Um dos problemas dessas ondas literárias é que surgem coisas ruins e a maioria não fica nem aos pés da obra que puxou a fila.

Nessa onda também vieram as sagas (mesmo quando tudo se resolveria em 1 ou 2 livros) e adaptações para o cinema.

É nestas categorias que “O Orfanato da Senhoria Peregrine Para Crianças Peculiares” (pausa pra respirar depois desse título gigantesco) se encaixa perfeitamente. O primeiro volume foi publicado pela LeYa, os outros dois estão com a Intrínseca, que vai aproveitar a estreia para o lançamento do terceiro.

O livro virou filme, que chega aos cinemas nos próximos meses, dirigido por Tim Burton e estrelado por Eva Green (dois lindos). Daí obviamente a gente foi ler antes de ver o filme e, cara, que puxado.

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Leva uma eternidade pra engrenar. Se você viu os trailers sabe muito bem onde a história vai dar. O problema é que não chega nunca. Leva mais ou menos meio livro para algo realmente acontecer. A maior parte do tempo é o protagonista lutando com os próprios fantasmas e tentando mostrar que não tem problemas mentais.

Depois que a magia começa, sem trocadilhos intencionais, o livro deslancha muito bem e a história fica interessantíssima. E a ideia é ótima. Essas crianças peculiares do título são crianças meio que mágicas, com poderes específicos e que podem fazer coisas incríveis. Lembra daqueles circos de horrores (fera shows)? Seriam integrantes deles, com certeza.

Ao mesmo tempo que a história alcança o seu melhor momento, ela sofre do grande mal das sagas juvenis: tem que ter mais de um volume. Sério, dá a impressão que alguém falou “estica isso que a gente tem que vender livro”. No meio da ação, parece que a coisa desacelera e fica sendo cozinhado em banho-maria porque precisa de gancho pra outros livros.

O final deixaria gancho de qualquer forma, não precisava correr. Ou poderia ter enrolado menos no começo.

A impressão geral (e que é a mesma de muitos desses livros) é a de que faltou um editor bom, dando toques de onde e como melhorar o desenvolvimento. No final a gente fica com meio livro de uma história que poderia ser muito boa.

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About the Author

Tem mais séries e livros para ver e ler do que tempo hábil. Sonha em encontrar o Doctor só para usar a Tardis e zerar a sua pilha. Encontrou o sentindo da vida quando assinou o Netflix.



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