Posted on: 24 de novembro de 2014 Posted by: Raira Comments: 0

O-futuro-de-nos-doisTodo mundo quer saber como vai ser o futuro, certo?

Certo?! Emma e Josh poderiam te dizer que é melhor não. Ou sim. Ou não. Tudo depende de como você encara o presente.

A história se passa em 1996, lá no comecinho dos computadores domésticos quando a gente nem sonhava que um dia existiram redes sociais (e que seríamos tão viciados nelas). O barato mesmo era fazer uma conta de e-mail (super cool) e usar o ICQ pra falar com os amigos.

Ao ganhar um computador novinho em folha, Emma está louca pra começar a se aventurar pela Internet, e não tinha nada melhor pra ela do que ganhar de um amigo um cd da AOL com muitas horas grátis de Internet. Mas alguma coisa estranha acontece e quando ela se conecta aparece um site estranho chamado Facebook. E o mais incrível é que ela própria, quinze anos mais velha, com um marido, e uma vida não tão legal, tem uma página nesse site. No começo ela acha que o Josh fez uma brincadeira com ela e criou esse negócio só pra assustá-la; mas parece que ele não sabe de nada… afinal, ele também tem uma.

A partir daí, os dois, que são amigos desde pequenos, mas andam com a amizade meio balançada, começam a tentar entender o que está acontecendo. Ela, desde o começo, tem certeza de que é um “portal pro futuro” e que eles estão vendo suas vidas acontecerem quase em tempo real, quinze anos depois. Ele reluta bastante, mas acaba acreditando nessa teoria, e se deixa envolver.

O que acontece é que o futuro parece não ser tão bom pra um deles, e eles descobrem que todas as atitudes que tomam diariamente afetam sua vida futura. O que, convenhamos, a gente até imagina que aconteça mesmo… mas ao invés de apenas observar as mudanças, Emma está disposta a apagar do futuro dela tudo o que ela acha que não está bom; baseada apenas nas postagens diárias no Facebook, ela resolve tomar várias atitudes e melhorar sua vida.

O que ela demora a descobrir é que ao tentar consertar um futuro inexistente, ou deixá-lo perfeito, ela está tomando as decisões erradas no presente, e deixando passar momentos, e talvez pessoas.

Dizer que é um livro bom é pouco. Que a história é fofa e cativante também. Além disso, ainda tem várias referências de coisas que são muito normais pra gente, mas que não existiam naquela época e que eles nem faziam ideia do que era; o contrário também acontece, quando a gente vê, por exemplo, que ninguém tinha celular e se comunicava por outros meios.

A leitura é bem gostosa e flui de um jeito que a gente nem percebe. Apesar de alguns dizerem que é um livro meio bobinho e sem novidades, eu achei encantador. Nem sempre a gente precisa de um Tolkien. Os capítulos são narrados pelos dois personagens alternadamente, o que é ótimo também, já que dá pra ver os dois pontos de vista da história que está acontecendo.

O que fica é que não adianta a gente saber o futuro, porque a gente não está lá. O que temos é o agora, e se a gente aproveitá-lo bem, nem é preciso se preocupar com o que vai ou não acontecer; só precisamos viver. Mesmo se tivéssemos uma máquina do tempo e o poder de mudar o que não gostamos, talvez a gente estivesse deixando de passar muitas experiências incríveis, só apertando botões e decidindo o que não queremos passar.

Talvez seja melhor mesmo não saber.

 

 

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