Posted on: 8 de janeiro de 2020 Posted by: Lucas Alves Comments: 1

(EUA, 2019) ☆☆☆☆☆

Adaptação cinematográfica sobre os eventos do atentado a bomba durante os Jogos Olímpicos de 1996, no Centennial Park, em Atlanta. O longa conta a história real de Richard, que trabalhava como agente de segurança no evento, e encontrou uma mochila suspeita e emitiu o alerta, ajudando a evacuar uma grande parte da área, salvando centenas de vidas. Do anonimato ao posto de herói nacional, Richard vê do dia pra noite sua vida se tornar um verdadeiro inferno quando se torna o principal suspeito do crime.

As primeiras cenas, ambientadas em 1986, ajudam a apresentar ao público um pouco da personalidade de Richard e sua relação com as pessoas ao seu redor. Passados 10 anos, ele tem um perfil considerado como “perdedor”, mora com a mãe, conseguiu o realizar o sonho de ser um agente da lei por pouquíssimo tempo, devido aos excessos, por ser “certinho demais” e levar praticamente tudo ao pé da letra. São pontos essenciais para determinar o desenrolar dos eventos futuros.

No elenco, Olivia Wilde, interpreta a ambiciosa jornalista disposta a tudo por um furo de reportagem, inclusive ir para cama com uma fonte ligada às investigações no FBI e invadir carros. É ela a responsável pela matéria que apresenta ao mundo Richard como o principal suspeito. Um tanto exagerada, não convence e soa um tanto forçada quando comparada ao tom utilizado no restante do roteiro.

No sentido contrário, Paul Walter Hauser vive Richard com um desempenho excelente. Talvez por se tratar de um rosto não tão conhecido, impressiona ainda mais com o retrato honesto do homem injustiçado. Sam Rockwell é Watson, advogado de Richard, e consegue se manter sempre bem, seja no drama e nos momentos críticos ou nas cenas em tom mais cômico, quando várias vezes perde a paciência com ele. Em termos de atuação, o grande destaque é de Kathy Bates (indicada ao Globo de Ouro pelo papel), impressiona e emociona como Bobi, mãe de Richard, que tem a sua vida e privacidade completamente invadidas, ao mesmo tempo em que precisa  lidar com o circo midiático ao que o filho é exposto.

Apesar de não se aprofundar em discussões palpáveis ao tema abordado, como o poder da mídia podem influenciar ou até mesmo atrapalhar certos casos ou como o próprio estado pode usar o perfil de um cidadão, até então visto como exemplar contra ele próprio, durante uma investigação, Clint Eastwood entrega um retrato comovente sobre um herói anônimo. Trazendo com ele em sua maioria boas atuações que se complementam e conversam bem com o que o roteiro propõe, prestar homenagem à memória de Richard Jewell e ao ato heróico dele, importante na história americana.

Últimos posts por Lucas Alves (exibir todos)

1 people reacted on this

Leave a Comment

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.