JULIETTE_SOCIETY_1373561175PEsqueça “50 Tons de Cinza”, por favor. Se você estiver interessado em um soft porn daora, seu livro é “Juliette Society”.

Escrita pela gatíssima ex-atriz pornô Sasha Grey, a musa de toda uma geração de mãos-peludas, a história gira em torno de uma garota que descobre por meio de uma amiga a existência de uma sociedade secreta de grandes fodedores.

Poderia ser uma irmandade qualquer se os membros desse clubinho não fossem, bem, ricos e poderosos, traficantes, políticos, integrantes do clero e donos de grandes corporações.

O livro coloca a mulher como ser desejante. E celebra a sexualidade feminina. Dizem (o Contardo Calligaris diz) que histórias sobre sociedades secretas de sexo não são exatamente novidade. E eu, que adoro um livro com putaria, já li coisas mais pesadas nessa vida.

Em sua estreia literária a Sasha peca por não focar a história na tal da confraria e por usar um recurso legal em demasia. Muita coisa só acontece na cabeça da protagonista e o namorado dela é um asshole.

Mas o grande barato, pelo menos pra mim, foi que Juliette Society serviu de porta de entrada pra outras obras. Há citações de “120 de Sodoma”, Stanley Kubrick, dá vontade de ver Steven Soderbergh, e até alguns dos filmes estrelados pela Sasha, enfim.

Particularmente eu não fiquei de pau duro, mas deu uma puta vontade de ir na sauna. Já algumas amigas não puderam ler o livro em transportes públicos da vida e tiveram que andar até com aquele aviso de “Cuidado, chão molhado”.

Will

Tem mais livros que amigos, mas tem os melhores amigos do mundo e troca qualquer série para estar com eles sempre que possível

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