Livro

Published on agosto 9th, 2016 | by Fernanda Correia

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Harry Potter and the Cursed Child

Peguem suas malas e vamos voltar a Hogwarts!

A última vez em que eu fiquei acordada a noite toda porque PRECISAVA terminar um livro foi há anos, quando As Relíquias da Morte foi lançado. Um pdf truqueiro, traduzido bem tosco. Aquela garota ficaria orgulhosa, dessa vez The Cursed Child foi no original, e tenho certeza que ela estava lendo comigo porque, droga, J. K. Rowling fez de novo. Eu adorei o livro (li em 2 dias), a sensação de voltar ao mundo da magia é incrível e eu to absurdamente apaixonada por alguns personagens.

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Tem problemas? Tem. Vamos começar por eles. Primeiro de tudo, não sei se é um problema do livro propriamente, mas de tudo que Harry Potter possibilitou. O boom de fanfics definitivamente começou com ele, quando ninguém se aguentava de tanto esperar o próximo livro. Então, todo mundo já leu várias e sabe como elas são. E The Cursed Child parece uma. Simples assim.
Não é um romance. É o roteiro da peça, todinho, com marcações de palco. A minha primeira impressão é que esse formato, por ser mais corridinho, dá essa impressão. Afinal, a gente sabe que se tem uma coisa que a JK gosta é de fazer descrições e dar muitos detalhes. Daí, por conta disso, a gente falta do estilo dela e acaba achando que é coisa de fã.

Ela também não nasceu ontem e deve ter lido muita fanfic por aí. Então eu tenho certeza que tem uns elementos ali que ela pegou algumas ideias por aí e usou. Algumas coisas você reconhece se acompanha ela no Twitter, tem muita branquinha em fã, mas a gente chega lá.

Sem entregar muito do polo, ele envolve o filho do Harry e do Draco com um viratempo. Eu sei que bruxos não são muito ligados no mundo trouxa, mas, MEUS QUERIDOS, vocês estão na Inglaterra. VAMOS VER DOCTOR WHO? Sério, 3 episódios e uns 2 discursos do Doctor e metade das cagadas eram evitadas. Eu quase podia ver David Tennant tendo um ataque com quem tenta mudar o passado.

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Prometi não entregar muito da história, então vamos aos pontos bacanas. Até hoje tem gente torrando o saco da Rowling. Por que você matou o Sirius? O Lupin? Dumbledore? Não podia! (Breaking news, ela é a autora, ela faz o que quiser). Por isso, o desenrolar da história é meio que um recadinho: galera, pessoas morrem. Lidem com isso. Coisas ruins acontecem, coisas piores podem acontecer. (Olha aí o Doctor de novo). Espero, de coração, que essa galera entenda de uma vez por todas.

Não necessariamente ruim, mas ruim pra mim, foi que eu fiquei com ainda mais vontade de ver essa peça. As marcações de cena, a descrição dos efeitos… Deve ser apenas incrível. Eu tive pequenos ataques em público. Magia acontecendo de verdade, saca?

Falar dos personagens é entregar um pouco da história, mas vamos tentar. Scorpious. Filho do Draco. Eu tenho certeza que ele é meu filho com o Malfoy (sim, tenho paixonite pelo rival do Potter, me julguem. — SONSERINA RULES). Ele é um fofo, se refugia nos livros, sempre que tem um problema ele quer ir na biblioteca pesquisar e o objetivo dele é passar por Hogwarts sem que muita gente perceba. E ainda rola um boato no mundo mágico de que ele não é filho do Draco, mas do Voldemort. Lucius teria voltado no tempo e feito a nora engravidar do Lorde das Trevas. Vem cá Scorpious, dá um abraço! Deve ser puxado ser você.

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Harry. Harry adulto é um babaca. Ele não deixa a fama subir à cabeça, mas ele continua achando que é o centro das atenções. Os problemas dele com Alvo Severo poderiam ser evitados se ele tirasse a cabeça do próprio umbigo e visse o filho dele e o que ser filho de Harry Potter coloca de peso nos ombros do menino. Ele ter ficado amigo do Scorpious (sorry, spoiler) não ajuda na relação dos dois.

Eu aplaudi (literalmente) quando em determinado Draco confronta Harry e joga algumas dessas verdades na cara dele. O quanto ele ainda usa esse negócio de ser O Escolhido e como as pessoas em volta se aproveitam dele por conta disso, e ele deixa. O quanto ele tem problemas com o filho porque acha que todo mundo tem que ver nele um cara legal. (Way to go, Draco! Inclusive, me manda um coruja!)

Falar mais é entregar muito. Resumindo é Harry Potter, pode ficar feliz. Só não espere a mesma experiência. O formato é diferente, muito tempo se passou, coisas mudaram, você mudou. Apesar disso, ainda é Hogwarts, ainda é o mundo mágico. E aprenda a lição de uma vez por todas, o autor determina a história, para de chorar por algo que não vai mudar. (E lendo alguns reviews por aí: vocês não tem jeito).

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About the Author

Tem mais séries e livros para ver e ler do que tempo hábil. Sonha em encontrar o Doctor só para usar a Tardis e zerar a sua pilha. Encontrou o sentindo da vida quando assinou o Netflix.



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