Posted on: 9 de janeiro de 2014 Posted by: Juliana Farano Comments: 0

Eu já amei Grey’s Anatomy Já quis voltar no tempo, escolher medicina ao invés de jornalismo e trabalhar em um hospital igual ao Seattle Grace.

Já ri das piadas dos internos e me diverti junto com eles nas festas regadas à tequila. Morri um pouco junto com o Denny Duquette e morri mais um pouco quando pudemos vê-lo “do outro lado”. Suspirei com a planta da casa de velas da Mer, torci muito pro Karev ficar com a Izzie e aprendi a gostar da Addison (e até a acompanhei em Private Practice). Sofri demais com a partida do George, desejei muito o Sloan só de toalha e vibrei com o casamento da Callie e da Arizona. Torci muito para só acontecer coisas boas com a Cristina e a Bailey e fiquei chocada na frente da TV com o tiroteio no hospital. E já deu.

A volta de Grey’s Anatomy veio para eu ter certeza de que a Shonda série nunca mais vai ser como antes. E o motivo é muito simples: todos os clichês possíveis e imaginários já aconteceram. E aconteceram com todos os personagens. Não tem nada de novo. Nem a possibilidade do chief morrer me abalou. Porque, afinal, todo mundo ali já ficou na beira da morte ou lidou com isso. O que tem de novo?

Vamos analisar o caso mais óbvio, o da protagonista. A Meredith começou como uma garota perturbada, com uma mãe escrota, com problemas de relacionamento e autoestima. Se ferrou pra caramba, quase morreu mais de uma vez, descobriu que o chefe era amante da mãe, perdeu a mãe, a irmã, não conseguiu engravidar e etc etc e etc. Porém, isso tudo passou. Agora ela está ótima, é uma médica incrível, casada com um marido lindo que a ama e tem dois filhos fofos e saudáveis. É isso. Acabou. Próximo. Não tem como tirar leite de pedra. Nem a Shonda, que é ótima, consegue. E se pensar bem, todos os outros personagens estão ou na mesma situação ou estagnados em alguma trama que já viveram.

Mas, como sou brasileira e não desisto nunca, fui lá dar mais uma chance para a série e assistir ao começo dessa temporada. E nada me empolgou. Pelo menos não como antes. Parece que eu já sabia que o chief não ia morrer, mas que alguém ali ia, afinal a Shonda não coloca um desastre natural no caminho de bobeira. E não me comovi. E aí teve o terceiro episódio e a Bailey sendo tudo, menos ela mesma. Porque a Bailey nunca ia deixar um paciente, mesmo ele sendo o chief, “brincar” com suas habilidades e tomar conta da situação. E isso sim é motivo de luto pra mim.

Mas, ok, vamos lá, o próximo episódio é o de número 200, vai ter um grande baile beneficente, vamos ver os nossos queridos médicos sendo divertidos. Vai ser ótimo. Só que não foi. Na minha opinião, foi um dos mais chatos da série.

Talvez meu humor esteja um pouco pior do que o usual. Talvez seja a síndrome pós-final-perfeito-de-Breaking-Bad (porque nada mais parece muito bom!). Não sei. Vou continuar assistindo. E torcendo pra Shonda dar um jeito nisso. Porque não tá fácil.

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