Séries

Published on agosto 9th, 2017 | by Raira

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Friends from College

Apesar da lista estar gigante, novidades às vezes passam na frente.

Mais uma série sobre amigos. Em Nova York. Com a Cobie Smulders. Mesmo assim resolvi assistir. E uma chuva de textos, posts, tuítes, acabando com a série, dizendo dez motivos porque você não vai querer perder seu tempo assistindo um negócio fraco, sem graça, o que a Netflix tem na cabeça?!

A premissa é interessante. Personagens perto dos 40 anos, mais maduros, com outras histórias pra contar, tentando equilibrar vida pessoal e profissional, e quem sabe ser uma boa pessoa. Fora o elenco, que além da já citada Cobie Smulders (ou Robin como gosto de chamar), temos Keegan-Michael Key, Fred Savage, Billy Eichner, entre outros; vários nomes de peso em uma produção gera muitas expectativas, e creio que é aí que mora o perigo, ou o motivo de um monte de gente falar mal da série. Inclusive, li em algum lugar que usar o Billy Eichner interpretando um cara sério, meio sisudo, não foi uma boa escolha, mas ouso discordar porque ele faz o papel do adulto (provavelmente o único de todos eles) que consegue enxergar quão absurdas são as situações.

A diversidade do elenco ainda é pequena, visto que ainda predomina a maioria branca e rica, mas estamos alguns passos adiante quando temos um protagonista negro e um casal gay apenas existindo.

A construção desse grupo, aliás, é maravilhosa. De episódio a episódio a profissão dos sonhos, o casamento perfeito, o namorado ideal, todos esses ideais tão procurados vão se mostrando apenas facetas de pessoas muito mais complexas e, muitas vezes, não passam de fachadas que escondem o que de mais real há por dentro. Tudo é apenas uma grande ilusão. Todos eles tem falhas, são desastrados, tem atitudes “condenáveis” e babacas, e são engraçados, amam e ficam mal também de vez em quando. E quem somos nós pra julgar?!

Eu sei que parece muita reflexão pra uma comédia, mas veja bem que aqui a gente tira lições de tudo. Ou pelo menos tenta.

Além disso, sim, a série é engraçada. Como humor é uma coisa muito pessoal, é difícil definir o que é bom ou não. Tem momentos ótimos, principalmente no segundo episódio e no quinto, e tem cenas em que a gente ri de nervoso/vergonha alheia. Principalmente do Ethan. Mas também temos Marianne, uma atriz que faz peças de baixo orçamento e complementa a renda com trabalhos temporários, que é maravilhosa.

A amizade que une os personagens é tratada de forma menos utópica do que, por exemplo, em Friends ou HIMYM, e esse é um dos pontos fortes da trama. Que, inclusive, apesar de ser classificada como comédia, tem uma boa dose de drama (não do tipo grey’s anatomy), porque a vida real tá ali o tempo todo pulsando, e a gente sabe que ela não é nada fácil. Talvez, por isso também, tenha gostado da série. Por mostrar esse lado B de ser adulto e achar que tem tudo resolvido, só pra descobrir no fim do oitavo episódio que, na verdade, tá todo mundo no mesmo barco, sem certezas sobre passado e futuro, sobre quem se é e o que se quer.

Vale? vale. São 8 episódios de 30 minutos. Não é a melhor série da vida, mas não dá pra todas serem, não é?!

 

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About the Author

Apaixonada por séries e livros, tem como objetivo de vida ser tão incrível quanto a Liz Lemon e ser amiga das Kardashian. Só sonha baixo e com coisas realmente possíveis



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