Livros

Published on junho 6th, 2014 | by Fernanda Correia

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Doctor Who: Uma Mãozinha para o Doutor

A aventura do primeiro Doutor inaugurando a homenagem pelos 50 anos

O primeiro livro da comemoração dos 50 anos e o segundo livro do Doutor a ser oficialmente publicado no Brasil (o primeiro foi Shada).

Eu tenho alguma familiaridade com o primeiro Doutor. Dos clássicos, com mais episódios perdidos, foi o que eu ais assisti. E é bem chocante se você está acostumado com a série atual. Primeiro que não há efeitos especiais mirabolantes e você provalmente consegue produzir muitos deles em casa e depois porque a narrativa é bem diferente.

Mas voltemos ao livro. Ele é escrito por Eoin Colfer, que se você tem mais de 20 anos vai lembrar de aparecer por aqui durante a febre Harry Potter com seu Ártemis Fowl. Não fez nem de longe o mesmo sucesso, mas foi muito elogiado. Eu sinceramente não li. Estava muito ocupada esperando o Harry Potter seguinte.

A ideia é muito boa e super condizente com o universo do Doctor: a aventura dele tem vários elementos que vão fazer com que ela se torne Peter Pan. Mas a execução… Meh.

O que me incomodou em primeiro lugar foi o fato do Doutor perder a mão. Ele está viajando apenas com a sua neta Susan, então podemos deduzir que ele ainda não encontrou Barbara e Ethan no episódio inicial. E depois vai fazer sentido para ele ser um espécie de capitão gancho, mas ainda assim.

Também senti falta da rabugice do Doctor. Principalmente nas primeiras aventuras, quando Barbara e Ethan eram quase estranhos a ele, o Doutor é mais alienígena do que nunca. Ainda que não chegue perto da apresentada pelo terceiro.

Ela aparece um pouco, perdida ali no meio da história quando as crianças são seqüestradas. De novo, ótima referência para Peter Pan, mas a arrogância do primeiro Doutor ficou um pouco de fora quando a neta foi envolvida.

Há também uma certa preferência ao Matt Smith. Não me leve a mal, o queixudinho me conquistou aos poucos e eu chorei que nem bebê quando ele regenerou, mas:

“Ah, como eu gostaria de já ter me regenerado para me tornar o Doutor alto com gravata-borboleta, pensou o Doutor, que tinha visões ocasionais de seus eus futuros. Ele está sempre em forma e é tão ágil. Acho que todo o corre-corre por corredores… vai ser… Pode ser…, em um dos meus possíveis futuros… Útil para alguma coisa.”

Too much pra mim. O onze vai ter um livro todo pra ele, guardemos isso para o livro dele. Além de não respeitar o ótimo Doutor que começou isso tudo.

Não é uma história ruim, diverte, mas está longe do que William Hartnell entregou nas telas e não faz jus à sua memória.

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About the Author

Tem mais séries e livros para ver e ler do que tempo hábil. Sonha em encontrar o Doctor só para usar a Tardis e zerar a sua pilha. Encontrou o sentindo da vida quando assinou o Netflix. 80% dos seus posts são pistola.



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