Posted on: 7 de junho de 2014 Posted by: Fernanda Correia Comments: 0

A segunda aventura do Doutor ainda não fez jus à comemoração

Eu não conheço muito bem o segundo. Ele é um dos mais prejudicados pela falta de cuidado da BBC. Seus episódios são em sua maioria reconstituições, com fotografias e áudios da época ou animações. Não sei nem de cabeça quais os seus companheiros.

Para a sorte da minha memória, Michael Scott (autor que eu confesso nunca ter lido sequer um tweet) utiliza o companheiro que marcou para mim: Jamie. E ele marcou pela razão mais óbvia. Ele é um escocês, do melhor estilo Coração Valente. Ele anda de kilt pra lá e para cá. Meio difícil não lembrar dele.

O interessante dessa história é a utilização de um elemento super comum da ficção científica. Um livro que não deve ser lido ou leva o leitor à loucura. E aqui é o Necronomicon, obviamente homenageando Lovercraft, além do polvo na capa que não me deixa duvidar de que seria o Cthulhu.

E a partir de então nos vemos em uma trama para matar o Doutor, uma civilização atrás de uma vingança que ninguém mais lembra porquê (e muito menos o Doutor).

Talvez tenha sido a minha falta de referência sobre o segundo, mas ainda assim não me pareceu um livro digno da comemoração dos 50 anos. É meio apressado, com o Doutro explicando tudo em minúcias para Jamie.

Pode ser também um problema de companheiro. Tenho, pra mim, os companheiros divididos em dois tipos: os companheiros propriamente ditos e os sidekicks. Os poucos que eu me lembro desses primeiros anos são mais sidekicks, responsáveis por dar apoio ao Doutor e servir de escada para que ele tenha suas conclusões brilhantes. Depois que eles vão assumir um papel mais ativo.

Função do Jamie parece ser essa. Fazer perguntas para que possamos entender onde eles estão e o que foram fazer lá.

Por fim temos uma TARDIS restaurada (não completamente já que o sistema camaleão continua não funcionando) e uma cena hilária, mas talvez desnecessária. Doutor e Jamie tocando uma canção, o primeiro com sua flauta doce e o outro com sua gaita de fole. Ainda bem que livros não tem som.

 

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