Posted on: 13 de novembro de 2014 Posted by: Will Comments: 0

Uma louca obsessão na literatura brasileira

Cheguei nesse livro depois que o Santiago Nazarian postou no Facebook um perfil que “O Globo” fez do Raphael Montes. Foi pra lista.

Daí a Diana me pediu indicação de um livro para presentear a sogra. Romance policial. Apostei nesse. A sogra leu, gostou e emprestou pra Diana que por sua vez pirou.

“O protagonista é frio e cruel. Você lê e fica ‘não acredito que ele fez isso, como ele teve coragem?'”, me disse a Diana. E mais. “Ele é parecido com você, assim de ser racional”.

E é essa imagem que meus amigos têm de mim. Pra vocês verem.

Porque assim. O livro é tenso no nível “Garota Exemplar” e foi um dos que eu mais gostei de ler neste ano.

Téo, ou Teodoro, o protagonista, é um estudante de medicina meio creepy que passa os dias entre os estudos e os cuidados com a mãe cadeirante.

Pessoa de pouco afeto, sua melhor relação é com Gertrudes, um cadáver que ele “conhece” no laboratório da faculdade durante as aulas de anatomia.

Até que eles têm que se separar e ele conhece Clarice, uma menina (viva), estudante de História da Arte que sonha escrever um roteiro de cinema, por quem ele se apaixona loucamente.

Para não estragar as surpresas, digamos que suas práticas de conquista não são das mais comuns. A história flui. É fácil e gostosa de ler. É um thriller psicológico com tudo que o gênero tem de melhor.

O cara é pirado, não vamos esquecer. Mais que isso não conto. Apenas que ele não é racional. Risos.

A única coisa que eu não gostei é que o livro acaba muito rápido, já que não dá vontade de parar de ler.

A perturbação é grande e dá medo. O final dá uma desesperança da vida. Deixa a gente meio sem chão e sem saber o que ler depois.

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