Posted on: 7 de junho de 2021 Posted by: Raira Comments: 1

Fui engolfada pela vida louca de volta às aulas e trabalhos mil acumulados, mas finalmente vim aqui falar sobre a segunda temporada como prometido.


Nunca imaginei que diria isso, mas fui surpreendida positivamente pelo segundo ano de Dawson’s Creek, principalmente no que diz respeito ao desempenho dos intérpretes do quarteto de protagonistas, que deu um salto.


Como mencionado no texto anterior, as tramas paralelas, encabeçadas pelas famílias dos protagonistas, deixavam muito a desejar pela falta de aprofundamento. Sendo assim, dessa vez os coadjuvantes ocupam um espaço minúsculo em tela; apesar de ainda acompanharmos os desdobramentos da separação dos pais de Dawson e o impacto da morte do avô da Jen, na primeira parte da segunda temporada são os quatro amigos que tomam quase todos os quarenta minutos de cada episódio.

Temos uma adição importante no primeiro episódio, Andie McPhee, a nova garota na cidade (mais uma vez uma loira), que virá a ser o novo interesse romântico do Pacey e que também será responsável pela virada do personagem, descolando-o do estereótipo de rebelde sem causa e aproximando-o mais a um garoto normal que só não gosta muito de estudar, mas que também é sensível e um bom amigo, além de sofrer nas mãos do pai babaca. Junto com ela, entra em cena seu irmão, Jack McPhee, que futuramente sairá do armário e será o primeiro LGBT da trama.


Além deles, temos a volta da Abby Morgan, que tinha feito uma pequena participação na primeira temporada como a garota rebelde do episódio meio Clube dos Cinco. Agora ela vem com tudo pra ser a vilã do pedaço e maltratar os mocinhos e mocinhas da trama, fazer bullying pesado com todos eles, ser má influência pra Jen e morrer tragicamente afogada. Uma passagem nada memorável pela série, que serve apenas para balançar as estruturas da personagem de Michelle Williams que começa tendo que lidar com o luto pela perda do avô e tem que lidar com a culpa e a confusão de não ter podido ajudar a amiga.


Mas, antes de entrar de cabeça nos acontecimentos pesados do segundo ano de Dawson’s Creek, preciso falar sobre o tão esperado romance entre Joey e Dawson. O erro. No final da temporada anterior, Joey é convidada a ir estudar em Paris, com tudo pago, e desiste por conta da recente descoberta dos sentimentos do amigo por ela; ela resolve declinar da oportunidade de uma vida pra passar um verão namorando mornamente com ele, pra terminar o relacionamento logo em seguida, por “precisar se encontrar e saber quem é sem ele”. Veja bem, entendo que estamos aqui falando de adolescentes, e que provavelmente eles não tinham orçamento pra fazer uns episódios na França, mas pra mim é muito despropositado uma menina pobre, que tem como ideal de vida estudar pra conseguir entrar em uma boa universidade e ir embora da cidadezinha pequena, recusar uma oportunidade dessas. Não é nem como se fossem longos anos, era apenas um verão.


Mas, enfim. Depois do naufrágio do relacionamento mais sem graça da televisão estadunidense, Joey se dedica à pintura, além de quase instantaneamente descobrir um substituto pro Dawson e começa a namorar o Jack, que também é um chato. Eles são o casal mais boring do mundo, e tudo termina quando ela descobre que ele é gay (é você, Grace?), basicamente junto com a escola toda. Fica claro que a inserção desse novo interesse amoroso é apenas pra preencher o lugar que pertencia ao Dawson na vida da Joey, porque mesmo depois do fracasso do relacionamento romântico, ele vira meio que o confidente amigo que faz tudo junto, ou seja, ele que fora o rebound amoroso, vira o substituto de amizade.


Por falar em chato, o Dawson abandonado e triste, morrendo de ciúmes, busca consolo na amizade com a Jen, tenta reatar como se não tivesse sido ele mesmo que terminou com ela por não saber lidar com o fato de ela não ser tão pura e virgem como Maria, e acaba descobrindo que ela tem alguns problemas com álcool e controle emocional. Daquele jeito que os mocinhos gostam, pra ficar tentando salvar a mocinha indefesa dos maus elementos. O que, obviamente, não dá certo.


A série tenta trabalhar com tabus e assuntos delicados, mas tudo acaba sendo muito rápido e superficial. O descontrole com álcool e outras substâncias, que é um tema recorrente em séries adolescentes, acaba cheio de pontas soltas. A morte da Abby, além de um episódio bem mais ou menos, onde eles meio que fingem que eram amigos da garota mais insuportável que passou pela face da terra, tudo volta ao normal. Os episódios de doença mental da mãe da Andy e do Jack, e posteriormente da própria Andy, o relacionamento da Joey com o pai, até o fato de ele sem explicação voltar a traficar após sair da prisão e a forçada de barra moralista do Dawson pra cima dele, tudo é pincelado nos episódios finais e vira uma confusão. E não é por falta de tempo, já que essa temporada teve 22 episódios.
Parece que eles ainda não encontraram aquele meio termo entre dramas românticos adolescentes e todos os outros problemas realmente importantes da vida. Melhorou, mas ainda falta um caminho a ser percorrido.


Volto quando terminar a terceira temporada (que já está sendo assistida).

Últimos posts por Raira (exibir todos)

1 people reacted on this

  1. O nome da série é Dawson’s creek porém a história toda é basicamente sobre Joey. A cada episódio eu passei a odiar Dawson mais e mais. Sério… mimado demais e se acha o centro de tudo
    Joey também dá um pouco de sono kkkkk
    Tem alguns plots que acho meio desnecessários como o do pai de Joey. Outros que são necessários para o amadurecimento dos personagens tipo Abby.
    Quando cheguei na penútilma temporada eu custei muito pra finalizar. Ficou bem chata

Leave a Comment

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.