Posted on: 16 de março de 2021 Posted by: Raira Comments: 0

Eu gosto de coisa velha. Séries dos anos 70,80 e 90, principalmente sitcoms (mas não só), que tem várias temporadas são as minhas preferidas.

Daí que há muito tempo Dawson’s Creek estava na Amazon e eu coloquei na lista pra assistir em algum momento. Demorei tanto que acabou saindo e estreando na Netflix esse ano, e aí decidi fazer aquele esquema um episódio por dia.

A série, que estreou em 1998, gira em torno de Dawson Leery (Jamens Van Der Beek), daí o título, e seus amigos Pacey (Joshua Jackson), Joey (Katie Holmes) e Jen (Michelle Williams), todos de quinze anos, seus conflitos familiares e na escola. Uma típica série teen. Por aqui ela estreou em 2000 na Globo, e passava aos sábados de manhã.

Eu lembro de nunca ter prestado muita atenção, mas sei que minha irmã amava e assistia sempre aos episódios, enquanto o pouco que vi sempre achei meio chato. Considerando que eu tinha apenas 11 anos, e ela 14, fazia todo o sentido o interesse muito maior dela.

Muito aclamada, a série foi responsável por lançar a carreira dos protagonistas: Katie Holmes, James Van Der Beek, Michelle Williams e Joshua Jackson. Seguindo a linha de “atores velhos representando adolescentes”, todos eles já estavam em torno dos vinte anos, mas esse foi o primeiro trabalho expressivo e o que abriu as portas de Hollywood pra eles.

Depois de ter assistido a uns três episódios concluí que a minha análise de criança de 11 anos não estava tão errada assim. Essa série é muito chata. Parada. Dramática ao extremo. Tudo pra eles é noooossa.

Ser o protagonista é difícil, eu sei, e o Dawson cai bem nesse papel. Com a vida perfeita, sem problemas, ele é o nerd bobão que gosta de cinema e é fã de Spielberg. E aí o que acontece é que ele vira um personagem raso, que não reconhece seus privilégios e muito menos consegue entender que nem todo mundo os tem. Ainda mais se comparado à sua melhor amiga, Joey, que perdeu a mãe, o pai foi preso por tráfico e mora com a irmã, Bessie, grávida do namorado, Bodie, que parece ser o único homem negro da cidade.

O Pacey é o anti-herói; ele tem lá seus problemas de desafiar autoridades, como o pai policial, e vive se metendo em encrencas, não liga muito pra escola, e é basicamente o alívio cômico. E aí chegamos à Jen, que é a garota de Nova York mandada pra morar com a avó porque os pais não conseguem lidar com o comportamento errático de uma adolescente hormonal numa cidade grande; ela é extremamente chata. Confesso que Pacey e Joey são os meu preferidos até agora.

Há claramente uma intenção de conduzir os gostos dos telespectadores, o que é esperado; os quatro protagonistas são os pilares da construção de personagens: o mocinho e a mocinha, o amigo engraçado e a personagem feminina mais ousada que chega pra balançar a relação água com açúcar. Essa temporada começa com a chegada da Jen em Capeside, por quem o Dawson se apaixona instantaneamente, o que acaba revelando os sentimentos românticos da Joey em relação ao amigo e fazendo com que eles briguem cada vez mais por motivos bestas, ao passo que o Pacey, depois de se envolver com uma professora e acabar no tribunal, também revela que tem sentimentos românticos para com a Joey.

Jen pega o Dawson, mas acaba terminando com ele porque “precisa de um tempo sozinha”, pra no próximo episódio aparecer tendo um encontro com o jogador de futebol americano popular, e no final querer voltar com o Dawson, mas agora ele já descobriu que gosta mesmo da Joey.

E isso basicamente resume a primeira temporada.  À parte isso, a mãe do Dawson tem um caso com um colega de trabalho, o que quebra um pouco da perfeição da família Leery, a irmã da Joey dá à luz e o avô da Jen morre. Todas essas tramas paralelas são pinceladas como formas de trazer uma profundidade maior aos personagens, mas pouco se consegue.

O grande destaque pra mim é com certeza a atuação da Katie Holmes, porque o roteiro é fraquíssimo, mas ela segura bem. Inclusive as partes que envolvem o chato e mimado Dawson, que até agora não fez nada de interessante. A Michelle Williams deve ter feito muitas aulas de atuação pra chegar em 2019 e arrasar em “Fosse/Verdon”, porque nessa época ela era muito ruim; o papel não ajuda, claro, mas a interpretação dela é ruim demais.

Gosto muito do clima anos 90. As roupas, as músicas, todo aquele clima que me dá uma nostalgia gostosinha. Vou continuar assistindo? Vou, inclusive já comecei a segunda temporada. E depois passo aqui pra contar como foi.

Últimos posts por Raira (exibir todos)

Leave a Comment

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.