Posted on: 23 de janeiro de 2014 Posted by: Will Comments: 0

Capa175Sempre há fronteiras. Esta é uma das frases mais marcantes desse livro. É dita por um dos personagens, um soldado, se não me engano, que interagiram com Guy Delisle durante o ano que ele passou em Jerusalém.

A ironia é que o desenhista mudou pra lá para acompanhar a mulher que trabalhava para a Ong Médicos Sem Fronteiras na Faixa de Gaza. Pyongyang é muito mais fácil de entender. Acredite.

Aproveitei uma promoção de quadrinhos na Fnac antes mesmo de terminar “Pyongyang” e investi em “Crônicas de Jerusalém”.

Desta vez, nosso herói viaja para Israel, onde morou um ano vivendo basicamente como dona de casa. É sério. Lá ele cuidava das crianças e fazia alguns esboços e ia conhecer a cidade, para nos apresentar. 🙂

Guy narra mês a mês sua rotina e fala sobre como é a vida em meio ao conflito entre árabes e israelenses. Ele testa situações já que transitou pelos dois lados e conta as reações de ambos os “públicos” em algumas oficinas que ele chegou a dar por lá, por exemplo.

Toda a geografia, a arquitetura, o hábito e os costumes locais são abordados no livro. E cada um dos grupos étnicos e religiosos é descrito, desenhado e apresentado. Sem falar nas ótimas histórias envolvendo as forças de segurança e revistas e entrevistas infinitas nos aeroportos. É que durante esse tempo ele foi convidado para eventos em outros países e cada vez que saía e voltava de Israel… bem, só lendo.

Guy usa de bom humor e uma boa dose de ironia para contar toda essa história, apesar do tom um pouco mais pessimista presente no livro como um todo.

No final talvez fique a mensagem de que toda a guerra e a violência poderia acabar se as pessoas se respeitassem mais e não fossem tão donas da verdade, tão cheias da razão, tão loucas ou tão fanáticas religiosas.

Isso além de dar aquela vontade louca de ampliar a coleção e investir em “Shenzen” e “Crônicas Birmanesas”, que a gente torce para que ganhe nova tiragem bem em breve.

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