Posted on: 7 de fevereiro de 2020 Posted by: Lucas Alves Comments: 0

Birds of Prey (and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn) EUA, 2020 ☆ ☆ ☆ ☆ ☆

Apesar da boa bilheteria, é quase que unânime que ninguém gostou de Esquadrão Suicida (eu sinceramente não tenho nada contra) e no geral, um dos poucos pontos positivos do filme era justamente a Arlequina de Margot Robbie.

O estúdio então tinha em mãos uma ótima oportunidade, usar da popularidade de Arlequina para apresentar uma nova equipe ao grande público. E o resultado é excelente. O estilo narrado do longa, com a quebra da quarta parede (quando o personagem ou narrador literalmente fala com o espectador) e com uma linha do tempo um tanto confusa no início é uma boa sacada, visto que quem narra a história é a própria Arlequina. Apesar do título, as Aves de Rapina acabam se tornando apenas ótimas coadjuvantes, já que toda a atenção gira realmente torno da personagem de Margot Robbie.

Feito com um orçamento mais enxuto de menos de US$100 milhões, garante ao estúdio uma segurança maior, tanto na probabilidade do filme se pagar mais facilmente caso não seja um sucesso em bilheteria, quanto na de gerar um estrondoso lucro caso seja. Mas nem por isso perde qualidade, já que no geral todas as sequências de ação são excelentes e apesar os exageros, claro, como em todo filme do gênero, são todas “mais realistas” visto que as heroínas e os vilões aqui são pessoas comuns, ou seja, sem poderes especiais de super-heróis já conhecidos. (Exceto por uma em especial, mas sem spoilers aqui.)

Outro ponto positivo bem legal de ser ver e que provavelmente vai se tornar uma marca registrada da franquia é o visual extremamente colorido em entra imediatamente em contraste com a sombria Gotham. As explosões de cores em câmera lenta na sequência de combate na delegacia, seguida pela cena de luta na cadeia inundada são um exemplo disso. Destaque para além dessas, as sequências de luta no parque de diversões. 

Abordando a independência não só de Arlequina (ou sua emancipação, como no título), mas também das demais mulheres do grupo, que agora não são mais dependentes de um parceiro em específico ou da aprovação masculina no geral, que agora mostram tão poderosas quanto eles ou até mais. Deixa a reflexão em aberto, mas sem parecer algo forçado, oportunista ou extremamente didático. Além de dar abertura para outros temas, como a diversidade, já que temos agora a Detetive Montoya, que é lésbica.

Mesmo com algumas diferenças entre os quadrinhos, como em toda adaptação, Aves de Rapina tem um ótimo ritmo, excelentes sequências de ação, um bom roteiro aliado a comédia e um time de atrizes competentes que apresentam um bom lado B das histórias de super-heróis/anti-heróis. Para elas é um filme de origem e agora as possibilidades são inúmeras, tanto para introdução de novas personagens que também fazem parte das Aves de Rapina (Batgirl/Oráculo, Mulher Gavião, Lady Falcão Negro), ou até mesmo novas equipes no Universo Expandido da DC, como as Sereias de Gotham (Hera Venenosa e Mulher-Gato). Tudo é claro, vai depender da recepção do público e do retorno financeiro. 

Vamos acompanhar!

Últimos posts por Lucas Alves (exibir todos)

Leave a Comment

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.