Posted on: 1 de outubro de 2013 Posted by: Raira Comments: 0

Star Street, 66

Um prédio em um bairro não muito luxuoso em Dublin, quatro apartamentos e 9 pessoas. Gente comum, vivendo uma vida normal; realmente não seria nada demais, exceto por uma presença incomum que começa a visitar um por um desses apartamentos e descobrir o que está por trás do que todo mundo vê. Porque nada mais certo do que o ditado que diz “pra conhecer alguém, é preciso morar com ele” (ou algo do gênero).

No térreo moram Matt e Maeve, um casal jovem que tem uma rotina bem peculiar e praticamente imútavel, feitos um para o outro. Mas olhando mais de perto, percebe-se que há algo que não se encaixa, alguma coisa diferente entre contar um para o outro a Boa Ação do Dia, e anotar as Três Bençãos Diárias. De repente o casal perfeito não é tão perfeito assim.

No primeiro andar mora uma senhora idosa com seu cachorro Rancor, e muitas lembranças, que de repente é surpreendida por uma quebra de rotina quando seu filho adotivo, Fionn, vem passar uns dias com ela.

Terceiro andar e temos três moradores, colegas de quarto; dois poloneses meio bobões e uma irlandesa taxista, muito mal humorada e que não quer saber nada de ajudar na limpeza de casa; passa suas horas vagas em frente ao computador ou visitando a mãe em uma cidadezinha perto dali.

Finalmente e por último, no quarto andar mora Katie, uma mulher de recém-completados 40 anos, que tem um trabalho incrível e um namorado que todos invejam.

Ao olhar assim, parece que todos eles não tem nada em comum, mas ao longo da história seus caminhos começa a se cruzar de uma forma inacreditável. Até aproximadamente a metade, a leitura pode ser um pouco maçante, mas logo depois essa impressão passa e não dá vontade de parar de ler; apesar de em alguns momentos ficar muito óbvio o que vai acontecer, ou alguns fatos do passado dos personagens, ainda assim é ótimo. Sem contar com a descoberta de quem é o narrador, o que faz tudo muito mais inédito e bem diferente do que eu já li até hoje. É em algumas partes, principalmente mais pro final, comovente e engraçado. Dá pra rir, pra chorar, sentir raiva, e amar. Pacote completo.

 

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