Comédia

Published on outubro 2nd, 2015 | by Fernanda Correia

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A estreia de Scream Queens [Atualizado]

A nova série do criador de Glee.

Eu já falei por aqui (over and over por sinal) da relação de amor e ódio que eu tenho com Ryan Murphy. Amor porque boa parte das minhas séries favoritas saíram da cabeça dele (Glee e American Horror Story), além de uma das grandes responsáveis pelo meu amor seriado: Popular.

Ódio porque Ryan é apelão: vai arrastar um tema até a exaustão (quem acompanhou Glee sabe o quanto a morte do Cory foi revivida). Tudo, eu disse T-U-D-O é exagerado, repetido e com o objetivo simples de causar alguma emoção em você. O que não é ruim no começo, até que isso seja repetido e jogado na sua cara 50 vezes.

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Surprise, Bitch!

Óbvio que quando Scream Queens foi anunciada eu sabia que iria assistir. A mistura perfeita de titio Ryan, high school drama e terror.  Então fiquei acordadíssima para ver a estreia (simultânea com os EUA, às 00h). E eu esperei para escrever o texto pelo simples motivo de o criador assinar o piloto que foi apresentado em um especial de dois episódios seguidos e o terceiro episódio não. E se Murphy tem um defeito é esse, o de começar bem as histórias ou ter boas ideias (oi, Glee de novo), mas só conseguir escrever bons episódios pontuais.

E nem precisa ler o nome do Ryan nos créditos porque tá tudo lá: a bitch, os losers, o gay enrustido, a autoridade de moral duvidosa e a apresentação dos personagens. Fora isso, foi amor à primeira vista porque me lembrou, e muito, o maravilhoso clássico de high school bitches: Heathers (não viu? Corre aí e vai atrás porque é apenas maravilhoso).

Tem um humor mega ácido e o terror na verdade parece ter saído de um episódio de Hermes e Renato (o sangue é quase catchup e as mortes são pura canastrice). A mistura é meio que essas paródias de filmes de verão, só que bem feito. Não dá pra confiar em ninguém, quem morreu tá vivo, todo mundo tem um segredo. Nesse esquema de paródia, a cena do ataque à Ariana Grande é impagável. Lea Michelle também é ótima como uma esquisita com um colar cervical, um conhecimento bizarro de como se livrar de corpos e uma repaginação logo ali no terceiro episódio.

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O terceiro episódio da série mostrou um pouco mais das bitches, que se chamam todas Channel, mostrando alguns segredos e que nenhuma delas bate muito bem. E tem a contraparte masculina, a irmandade só de homens que, ao invés de serem os loucos do futebol, amam golf e vivem engomadinhos (Nick Jonas faz parte dessa galera e ó: <3). Tudo isso sendo investigado pela diretora (Jamie Lee Curtis) e uma policial, que tá mais pra segurança de shopping.

Tudo muito bom e com potencial até agora. Só não sei se tem fôlego para ir além de uma primeira temporada. Se não tiver, pode (e deve) seguir o exemplo de The New Normal: uma única temporada, mas não perfeita que nem dá pra reclamar.

[Atualização] Duas coisinhas maravilhosas que eu descobri. A primeira Channel da foto aí de cima é a fofa Pequena Miss Sunshine, o que já era meio conhecido. O melhor é que a Channel do meio é filha Carrie Fisher (sim, da Princesa Leia). Por isso ela usa esses abafadores de orelha, pra imitar o penteado clássico do primeiro filme, e vai estar no próximo episódio de Star Wars. Olha, cada vez mais amor <3.

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Tem mais séries e livros para ver e ler do que tempo hábil. Sonha em encontrar o Doctor só para usar a Tardis e zerar a sua pilha. Encontrou o sentindo da vida quando assinou o Netflix.



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