Posted on: 2 de setembro de 2013 Posted by: Raira Comments: 0

“Essa não é uma história de câncer, porque livros assim são um horror.”

Não é sobre esse livro, mas poderia ser. Porque A Culpa é das Estrelas é uma história de amor. Envolve pessoas com câncer, é bem verdade, mas trata de algo que todos desejamos e buscamos em algum ponto da vida. Um grande amor, daqueles de faCapa175zer a gente querer parar o tempo só pra viver aquele momento pra sempre.

Os personagens principais são Hazel e Augustus Waters, ou Gus.  Por causa do câncer ela teve de parar de frequentar a escola, e por esse motivo não tem amigos; ela considera sua mãe sua melhor amiga, já que ela deixou o trabalho para cuidar integralmente da filha e está quase literalmente 24 horas em sua companhia. Seu pai também está presente, mas tem dificuldades às vezes em relação à doença, então se mantém um pouco mais distante.

Em um dia no Grupo de Apoio que frequenta ela conhece o Gus, que está lá a pedido de um amigo, Isaac, que irá passar por uma cirurgia difícil. Como não é comum ter pessoas novas no grupo, e porque ele é um gato (ela o descreve assim), ela presta bastante atenção nele e a atração é mútua. A partir desse dia se desenvolve a amizade dos dois; uma dupla nada convencional, que vive num mundo que só eles entendem. A paixão acontece primeiramente com ele, e depois de alguma relutância, por muitos motivos, um dia a Hazel acaba se apaixonando.

Sua história acaba se misturando com a história de Uma Aflição Imperial, que é o livro que a Hazel mais gostou na vida, e que ela descreve na primeira frase desse texto. Depois de lê-lo sua maior obsessão na vida é descobrir o que acontece com os personagens depois que acaba o livro, já que ele não tem realmente um final, acaba no meio, e isso a intriga. Depois de ter mandado muitas cartas para o autor ao longo dos anos, sem obter nenhuma resposta, ela meio que desiste, até que junto com o Gus ela descobre que talvez haja uma maneira de conseguir as respostas que sempre quis.

É um livro nada convencional e apaixonante. Do começo ao fim. É engraçado e algumas vezes bem triste.

É uma história de amor. É uma história de como na vida nada é do jeito que a gente gostaria, mas que apesar disso é possível aproveitar cada momento sem perder o bom humor. É surpreendente, é apaixonante.

“Alguns infinitos são maiores que outros. (…)

Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado.

Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso”.

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