Posted on: 10 de janeiro de 2014 Posted by: Fernanda Correia Comments: 0

A série está quase chegando num ponto de não fazer mais sentido. A gente para? Não.

Ah, “Once Upon a Time”… A série consegue fazer uma bagunça tremenda, ser impossivelmente boring em alguns episódios, mas eu não consigo deixar de amar. Acho que é porque eu vejo um deadline logo aí na frente, afinal os contos de fadas não são infinitos e a criatividade também (o spin-off “Once Upon a Time in Wonderland” tá aí pra provar isso.).

A série só volta em março (!!), o que é um sofrimento infinito porque, pra mim, ela entrou no hiatus muito muito boa.

Essa primeira parte começou com fôlego, prometendo um novo cenário (a Terra do Nunca) e novos conflitos. O problema é que os roteiristas conseguem esticar demais o que podia já ter sido resolvido. Por exemplo, a gente viu como foi que a Regina encontrou o Henry. Todo mundo sabia que o Mr. Gold sabia exatamente o que estava fazendo lá na primeira temporada e que não tinha perdido memória nenhuma. Precisava mesmo mostrar que foi ele que encontrou o Henry, que tudo foi meio que programado pra atrair a Emma pra Storybrooke? Podiam pular essa explicação for dummies.

OUAT (2)

Outra oportunidade desperdiçadíssima foi a Ariel. O episódio focado nela foi zzzzzz e nem rever a Bela de verdade ajudou muita coisa, já que ela ficou lá sendo a mocinha que ela é (apesar de eu sempre ter achado a personagem uma das princesas com mais massa encefálica da Disney antes da fase Mulan).

Enquanto que na Terra do Nunca algumas evoluções foram bem feitas. Emma provou que tem o dom natural pra magia, o romance com o Gancho deu uma engatada (mesmo com o Neal voltando e deixando ela toda confusa) e, acho que pela primeira vez, todos os personagens de uma história apareceram com a Wendy e os irmãos.

Apesar da necessidade exagerada de relacionar todas as histórias, Peter Pan ser o pai (extremamente egoísta) do Rumple ficou muito bom. Ajudou a entender melhor todos os problemas do Rumple, de confiança e de paternidade, além de justificar porque ele não chegar com o pé na porta e mostrar pro moleque quem era o Senhor das Trevas.

OUAT

Aliás, Rumple e Regina protagonizaram os melhores diálogos da primeira metade da temporada. Senão sozinhas, entre eles. Os dois discutindo e argumentando sempre renderam momentos dignos de repetir mais vezes. Regina inclusive rouba a cena cada vez que tem que antagonizar os Charmming (inclusive obrigada por essa expressão Regina).

O foco no Henry teve um grande lado negativo: mostrou que o garoto não é lá essas coisas como ator. Quando ele trocou de lugar com o Pan eu torci sinceramente pra eles não desfazerem essa troca porque o Pan interpretou o Henry melhor do que o Henry (e não ficou tão over quanto ele é normalmente como Pan.

E a gente chega ao mid season finale com uma reviravolta daquelas. Pan ia tentar relançar a maldição da Regina (deixando ela e Rumple sem poderes), mas acabou sendo impedido pelo filho e meio que deixou claro que o garoto responsável pela perdição do Senhor das Trevas era ele e não o neto. Essa confusão toda (e a fofura infinita com a Bela) só reforçou o lugar dele como personagem favorito no meu coração (depois do Gancho, porque o Gancho é lindo).

OUAT WICKED

O salto de 1 ano, com o Gancho levando um chute no saco dado pela Emma, foi ótimo pra antecipar a volta da série e prometer muito. Elas já avisaram que a ameaça que fez o Gancho cumprir a promessa e ir atrás da Emma é a Bruxa Malvada do Oeste (e eu já me vejo torcendo por ela por motivos de: “Wicked” — beijos Edina Menzel). Agora é esperar que eles não ficam na enrolação de resolve e volta que foi a Terra do Nunca.

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